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A Filosofia

O pensamento sistêmico


Com uma proposta de visão integral da saúde, a Cinesiologia Sistêmica amplia os horizontes e o campo de atuação dos profissionais que trabalham com o movimento humano. Quanto mais ampla é for visão, mais capacidade terá o profissional para identificar e tratar desequilíbrios do sistema motor. O grande desafio teórico é articular conhecimentos e técnicas provenientes de diferentes campos científicos e diferentes escolas terapêuticas. Para conectar áreas de conhecimento tão diversas numa metodologia unificada é necessário expandir as fronteiras das disciplinas isoladas e adotar uma visão sistêmica. Pensar de um modo sistêmico implica pensar em termos de globalidade, contexto, ordens e hierarquias. O modelo de pensamento sistêmico possibilita o uso fundamentado de técnicas manuais e exercícios terapêuticos não somente para corrigir disfunções musculoesqueléticas, mas também para restaurar a homeostase do organismo e promover o equilíbrio neuroemocional.

O pressuposto fundamental do pensamento sistêmico é a concepção de que "tudo é sistêmico". Isso significa que tudo interage com (afeta e é afetado por) outros elementos e o ambiente ao redor. Em todo o mundo vivo encontramos sistemas aninhados dentro de sistemas - átomos dentro de moléculas, dentro de células, dentro de órgãos, dentro de um organismo, dentro de uma comunidade de organismos. É possível alcançar importantes introvisões aplicando os mesmos princípios sistêmicos a diferentes níveis. Uma das características do pensamento sistêmico é exatamente esse processo de deslocar a atenção de um lado para outro entre diferentes níveis sistêmicos. Se quisermos resolver definitivamente um problema precisamos acessar o sistema, ou o nível sistêmico, que sustenta o problema e produzir mudanças nesse nível.
Na visão sistêmica, o corpo humano é visto como um todo completo, constituído de vários subsistemas (muscular, circulatório, visceral, nervoso, energético, psíquico, etc.). Esses subsistemas estão continuamente interagindo e cooperado entre si para manter a integridade funcional do organismo como um todo. O desequilíbrio de qualquer um desses subsistemas afeta imediatamente os outros, comprometendo o funcionamento do todo. A chave para solucionar dores osteomusculares pode estar em problemas no sistema visceral, circulatório ou nervoso. Do mesmo modo, a solução para uma disfunção orgânica ou psicológica pode ser encontrada em uma restrição miofascial ou em um bloqueio energético.

Para saber mais sobre acesse o artigo Pensamento_Sistêmico.pdf


O Triângulo da Saúde


A Cinesiologia Sistêmica promove a saúde e o bem estar global do organismo proporcionando um equilíbrio dinâmico entre três grandes dimensões: mecânica corporal (postura e mobilidade), funcionamento orgânico (metabolismo e circulação) e integração neurológica (atividade neural e psíquica). Dividimos a responsabilidade por essas dimensões funcionais entre três subsistemas corporais: miofascial, viscerovascular e neuroemocional. 

O sistema miofascial é composto pelas estruturas osteomusculares e pela rede fascial, principal responsável pela transmissão das forças mecânicas que organizam os movimentos. As fáscias são camadas organizadas de tecido conjuntivo que envolvem, separam e conectam os ossos, músculos, órgãos e vísceras, preenchendo os espaços e dando unidade à estrutura global do corpo. Em função das conexões fasciais entre todas as estruturas corporais, é impossível pensar em um problema mecânico que esteja afetando apenas um segmento do corpo. Um problema no pé, por exemplo, tende a criar desequilíbrios ascendentes em direção ao joelho, quadril, pelve e coluna, podendo chegar até a região cervical e à cabeça. Do mesmo modo, um problema que começa na cabeça ou no abdome pode ser transmitido para os membros inferiores até o pé. É por essa razão que a abordagem mecanicista, que trata apenas a região onde o sintoma se manifesta, tem resultados tão limitados e temporários.
O sistema viscerovascular inclui a atividade dos órgãos, vísceras e glândulas, integrados pela rede circulatória, responsável pela transmissão de informações bioquímicas por todo o corpo. A rede circulatória (vascular) distribui as substâncias nutrientes e reguladoras, transformadas, assimiladas e sintetizadas pelos órgãos, vísceras e glândulas, para as células do meio interno. Ao mesmo tempo, leva os elementos tóxicos do interior para a superfície corporal (pele e órgãos excretores) onde podem ser eliminados. A integridade do sistema viscerovascular é essencial para o sistema motor. Uma dificuldade circulatória o afeta o aporte de oxigênio e nutrientes para os músculos próximos, comprometendo função desses músculos e a capacidade de realizar determinados movimentos.
O sistema neuroemocional inclui a rede neural (sistema nervoso periférico e autônomo), o sistema nervoso central e a complexa interface entre o cérebro e a mente. A rede neural conduz impulsos bioelétricos com informações sensoriais, motoras e neurovegetativas por todo o corpo. A complexidade do sistema nervoso central, particularmente do cérebro, é tão grande que a possibilidade de mapear todos os circuitos cerebrais é praticamente impossível. Uma gama infinita de impulsos se estruturam em padrões altamente organizados que se manifestam como movimentos, emoções, pensamentos e memórias. A integração funcional do cérebro ocorre não pelo fluxo linear de informações de uma área para outra, mas pela sincronização e coordenação de processos que ocorrem em várias áreas simultaneamente.

Num organismo saudável esses três sistemas se encontram em equilíbrio dinâmico, semelhante a um triângulo equilátero, onde os três lados têm igual importância. Na origem de uma doença, um dos lados do triângulo entra primariamente em disfunção, desequilibrando secundariamente os outros. Nas doenças crônicas, dois ou até mesmo os três sistemas já estão comprometidos e fica mais difícil localizar a disfunção primária. O método da Cinesiologia Sistêmica permite identificar em qual sistema está localizado o desequilíbrio primário e facilita a escolha da abordagem terapêutica mais adequada para tratar aquele nível sistêmico.
 
Acesse o artigo O triângulo da saúde.pdf


Os quatro componentes da ação


O estudo da Cinesiologia nos permite entender como manipular e influenciar as forças que atuam sobre o corpo produzindo os movimentos e, desse modo, prevenir ou tratar lesões e melhorar a ação humana. Entretanto, a ação humana é algo muito mais complexo que um mero ato motor. Consideramos que uma ação tipicamente humana é constituída por quatro componentes: movimento, sensação, sentimento e pensamento. Essas funções estão presentes simultaneamente em cada ato. A todo momento o ser humano está percebendo sensorialmente o ambiente e o próprio corpo, interagindo com esse ambiente através de movimentos, experimentando os sentimentos associados, pensando e estruturando planos de ação. Esse ciclo percepção - sentimento - pensamento - movimento é um processo único e irredutível. Os quatro componentes só existem separadamente no nível teórico. Disto se conclui que a atenção terapêutica direcionada a qualquer um dos componentes vai influenciar automaticamente os outros e, consequentemente, o indivíduo como um todo.
Existem atualmente inúmeros métodos terapêuticos que se propõem a promover o crescimento e melhorar o comportamento humano. Alguns focalizam o modo como o indivíduo organiza seus pensamentos e representações mentais, outros direcionam a atenção ao modo como ele processa os sentimentos e emoções, outros à privilegiam a integração sensório-motora. Na Cinesiologia Sistêmica o caminho escolhido para o auto-aperfeiçoamento humano é a correção do movimento. As principais razões para essa escolha são:

• O movimento é a expressão mais visível do comportamento humano; dos quatro componentes da ação é o mais fácil de distinguir e modificar.
• O movimento é o componente da ação mais crítico para a sobrevivência; sem movimento não podemos respirar, alimentar e nem nos comunicar.
• As habilidades motoras são essenciais para a autoimagem e a autovalorização de um indivíduo.
• O sistema nervoso se ocupa muito mais com o movimento do que com os outros componentes da ação.
• Como a atividade muscular reflete a configuração do sistema nervoso; modificações nos padrões musculares vão alterar imediatamente essa configuração.
• Quando a configuração do sistema nervoso muda, os modos habituais de perceber, sentir e pensar perdem seu maior suporte - os padrões musculares - e podem ser mais facilmente modificados. 


O modelo auto-responsável


Como método que visa a saúde integral, a Cinesiologia Sistêmica adota um modelo de atuação educativo e auto-responsável. A palavra "responsabilidade" significa literalmente "habilidade para responder ou escolher uma resposta". Ao adotar o modelo auto-responsável o cinesiólogo vê o cliente como uma pessoa capaz de lidar com sua vida e de escolher as melhores soluções para seus problemas. Tudo o que ele precisa é compreender a natureza de seus problemas e saber quais são as alternativas de solução.
A postura terapêutica decorrente desse modelo envolve um profundo respeito pelo cliente e pelas suas escolhas. O cinesiólogo atua muito mais como um "consultor de saúde" do que como um curador. Coloca-se primariamente a serviço da saúde e do crescimento pessoal do seu cliente. Sempre procura discernir aquilo que o cliente realmente necessita, ou seja, aquilo que vai conduzi-lo na direção de um bem estar mais abrangente do que o mero alívio de sintomas. Para isso ele exerce um duplo papel. De um lado, dá assistência e suporte aos sistemas corporais, identificando e corrigindo desequilíbrios, e de outro, mantém o cliente informado sobre o que está desequilibrando seu organismo e sobre o que fazer para manter o efeito das correções.

No modelo auto-responsável o cinesiólogo entende que o cliente é responsável por sua saúde. Recusa-se a assumir o papel de um "salvador", ou seja, de alguém que tem uma "solução mágica" para os problemas do cliente. Evita alimentar a ilusão de que cura vem de fora. Parte do princípio de que cada pessoa tem o direito e também o dever de conhecer seu corpo e as leis que regem o funcionamento do seu organismo. Trabalha dando suporte e estimulando os potenciais auto-curativos do próprio corpo do cliente. O principal objetivo dessa abordagem é ajudar o cliente a tomar consciência dos processos envolvidos na recuperação ou na manutenção de sua saúde e a melhorar seus hábitos de autocuidado preventivo. Esse tipo de ajuda tem muito poder, pois impulsiona um processo de cura que acontece de dentro para fora.

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